Um Passarinho Precisa de Ajuda – o que fazer?


O que fazer quando um passarinho precisa de ajuda? Devemos salvar ou mostrar indiferença, deixando a natureza fazer a seleção natural entre as espécies? Que sobrevivam os mais fortes!

Um dos primeiros artigos que escrevi para o Tudo Sobre Bichinhos, ainda no primeiro dia, fala exatamente sobre este dilema: “Devemos salvar um passarinho que caiu do ninho?“. Conta a história de um bem-te-vi que foi encontrado no nosso quintal, cuidado e alimentado com papinha na fase inicial da vida, sobreviveu e cresceu lindo e alegre. Quando adulto, em seu habitat natural, optei por deixar seu viveiro aberto, para que ele saísse se assim desejasse. Foi o que ele fez, mas seus pares não o aceitaram. Bem-te-vis são muito territorialistas e aquele filhote, embora nascido ali, era um estranho, um invasor.

Este passarinho precisa de ajuda

Um passarinho precisa de ajuda

O assunto voltou porque minha filha encontrou um filhotinho, provavelmente um sanhaço, no jardim do prédio onde mora. Apesar de saber dos problemas que enfrentaria, levou-o para casa e passou a cuidar dele.

Expliquei que os filhotes de pássaros, como todos os filhotes, inclusive os humanos, passam por fases importantes em seu desenvolvimento. No caso dos pássaros, precisam da ajuda dos pais para aprender a voar e a se alimentar sem ajuda. Aprendem a ficar espertos, evitando os predadores, a escolher os alimentos certos e, muito importante, a mostrar para os outros pássaros que fazem parte da comunidade e devem ser aceitos como tal. Pular qualquer etapa pode ser fatal para a sobrevivência.

Minha filha argumentou que não deixaria o filhote morrer no jardim, com fome e sede, atacado pelas formigas, ou devorado por algum animal faminto. Se vai morrer, que o faça em casa, alimentado, com conforto, atenção e segurança. E assim fez. Lá está o sanhaço. Ganhou uma gaiolinha, muita comidinha, água a  vontade, atenção e carinho. Vai sobreviver!

“Apareceu abandonado em uma caixinha de sapato no jardim do meu prédio. As formigas já o rodeavam achando que tinham achado um banquete vivo. Acabei com a festa e trouxe pra casa.

Não sei se vai viver, mas terá vida boa, seja ela longa ou curta. Já tem uma gaiolinha, frutinhas frescas, sementes e água. Eu, cheia de olheiras, cuido com todo o amor do mundo de mais um bebê. Não anda direito e voar muito menos. E vamos levando…”

O mundo atual precisa de atitudes como esta. São pequenos gestos que denotam sentimentos de amor ao próximo e solidariedade. Em uma época em que a vida não vale absolutamente nada, precisamos resgatar antigos valores, que nos mantiveram vivos até agora e a humanidade em evolução. Ainda haverá tempo para salvar a espécie humana? Depende de cada um de nós.

 

 
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