Leishmaniose Tem Cura – Não precisa Sacrificar o Animal Doente


Recentemente publiquei um artigo sobre a Leishmaniose, doença grave que acomete animais e humanos. Segundo orientação do Ministério da Saúde, os animais que contraíssem Leishmaniose  deveriam ser sacrificados. Acontece que, ao contrário do que foi publicado naquela ocasião, Leishmaniose tem cura e não há necessidade de sacrificar o animal. O assunto foi tornado público pela defensora dos animais Luisa Mell e é tema de posts no Facebook. Pela sua importância optei por compartilhar com nossos leitores.

Leishmaniose tem cura

Por Luisa Mell

“Este é um dos posts mais importantes que publico, peço atenção de todos!  Amigos, este cão da foto é o Scooby. Ele foi amarrado em uma moto e arrastado pelo dono até o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em julho de 2012, no Mato Grosso do Sul. Sobreviveu a toda crueldade, mas um exame diagnosticou nele leshmaniose. Teria então que ser sacrificado, visto que o Brasil, ao contrário do mundo todo, prefere sacrificar os cães doentes ao invés de tratá-los. (recomendação do Ministério da Saúde).

leishmaniose tem cura

Foi então, que uma veterinária, uma heroína real, e uma ONG séria de proteção aos animais fizeram a diferença.

Em 2012 Sibele Cação era presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária( CRMV) e resoveu ir contra as diretrizes do órgão e defendeu publicamente o tratamento contra leshmaniose. E ACREDITEM!!!!! FOI DESTITUÍDA DO CARGO!!!

“Eu sabia o risco que eu estava correndo, eu sabia que as pessoas que discordavam do que eu falava iam se mover, me retaliar, mas para mim a perde de um mandato é insignificante diante da possibilidade de salvar uma vida. Eu quis ser veterinária um dia pelo meu intenso amor pelos animais”, explicou. Sibele, junto com a ONG Abrigo dos Bichos, travaram uma batalha jurídica para salvar o cão SCooby e todos os outros acometidos pela doença.

Três anos depois uma grande vitória para todos nós que defendemos os animais. A Justiça proibiu a eutanásia de cães com leishmaniose em Campo Grande. O cão Scooby tem uma vida saudável depois de passar pelo tratamento da doença e vive feliz da vida com sua dona e heroína Sibele.

A vitória só foi em Campo Grande. Parabéns ao desembargador federal Johonsom di Salvo, relator do processo no TRF3!

Ainda temos que fazer esta mudança no Brasil inteiro!

Dos 88 países do mundo onde a doença é endêmica, o Brasil é o único que utiliza a morte dos cães como instrumento de saúde pública. Todos os meus aplausos e gratidão à veterinária do bem Sibele! Honrando sua profissão, e lutando pelo que acredita, está fazendo a diferença.

Ao CRMV fica a pergunta:

Por que preferem matar do que tratar? Por que destituir do mandato alguém que quer tratar uma doença que tem cura ao invés de sacrificar? Por que punem veterinários que querem salvar vidas? Por que não travam uma luta contra o Ministério da Saúde para que os veterinários possam tratar esta doença como é feita em outros países?

À ONG Abrigo dos Bichos o agradecimento de todos nós pelo excelente trabalho.”

 
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