Gatos de rua correm mais riscos do que imaginamos


Sabemos que gatos de rua, que infelizmente não são poucos, correm riscos de morrer por envenenamento, acidentes, brigas com outros gatos, etc. Nem sempre as tão faladas sete vidas conseguem mantê-los vivos por muito tempo. Um gato de rua vive em média de dois a três anos. Os que vão à rua eventualmente, tem uma sobrevida maior, mas também acabam morrendo prematuramente.

O contato de um gato doméstico com gatos de rua, seja porque ele costuma sair de casa ou porque você se encantou por um gatinho de rua e resolveu alimentá-lo em sua casa, pode transmitir doenças sérias e incuráveis. A FIV e a FeLV são as mais conhecidas e temidas.

Gatos de rua podem estar doentes sem sinais aparentes

FIV é a imunodeficiência felina, a AIDS. FeLV é a Leucemia Felina. São doenças incuráveis e transmitidas de gato para gato.

A FIV é transmitida pelo contato com o sangue. Brigas com ferimentos causam o contágio, se um dos gatos estiver infectado. Uma gata portadora do vírus pode transmitir a doença aos filhotes.

A FeLV pode contaminar outros gatos de maneira mais ampla e assustadora. Basta um contato com a saliva, secreções, contato com fezes e urina. Compartilhar a caixinha de areia, a vasilha de alimento e até mesmo de água pode espalhar a doença.

Branquinho é um dos gatos de rua que visitam o meu quintal. Pode estar contaminando por FIV ou FeLV.

Um gato de rua muito simpático e sociável chegou pedindo comida. Estava faminto. Dei alimento e água, além de um comprimido de vermífugo, segundo o método infalível que aprendi para dar comprimidos a gatos.  Meu gato, Leléu, passou desconfiado.

Sabendo que a transmissão das duas doenças só acontece entre gatos, não atingindo humanos e outros animais, devemos estar cientes dos riscos que corremos ao deixar nosso gato solto pelas ruas  ou oferecer alimento e água aos gatos de rua. É uma decisão difícil, mas necessária. Uma opção seria adotar o gatinho abandonado que se aproximou de você, fazer os exames de sangue em clínica veterinária e vacinar. O exame de sangue, no entanto, não é inteiramente confiável e resultados positivos podem ser mascarados. O método ELISA fornece o resultado praticamente na mesma hora.

O assunto é vasto e indico a quem se interessar um artigo bem completo publicado pelo CAT CLUB, “Vamos falar sobre FIV e FeLV – Doenças em Gatos”.

 

 
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