Erros que as Pessoas Cometem ao Tentar Adestrar Cães


Uma demonstração perfeita dos erros que as pessoas cometem quando tentam adestrar cães. A intenção é boa, mas a execução vai conseguir o resultado oposto do que pretendem. Por que? Porque as pessoas tentam adestrar cães atribuindo a eles características humanas – tratam o cão como se fosse um bebê humano. Não funciona.

Neste caso, eles queriam resolver um problema de ansiedade da separação entre dois cães que estavam muito dependentes um do outro. Isso realmente é um problema que pode até causar riscos à saúde, inclusive nos casos em que a ansiedade da separação acontece em relação aos seus cuidadores, quando saem de casa. Até resolverem passear com eles em separado por um período de tempo estava OK, poderia funcionar.

Porém, quando o cão que ficou em casa começou a manifestar os sintomas da ansiedade da separação, todo o procedimento foi errado. O coração da gente fica apertado de pena, mas nessa hora é preciso ignorar e deixar que ele reconheça que ficou tudo bem e se acalme sozinho – mesmo que demore no começo. É preciso persistir no treinamento. Mas cometeram dois erros básicos:

Erros ao adestrar cães

Primeiro, ao dar carinho numa hora em que ele mostrava o comportamento indesejável, esse comportamento foi recompensado e reforçado. Carinho não é entendido pelo cão como consolo e sim como aprovação. É preciso saber a hora de dar carinho e a hora de ignorar. Isso é muito importante, por exemplo, nos casos em que apresentam algum tipo de fobia. A gente não pode evitar sentir peninha, mas não deve demonstrar isso – deve simplesmente continuar se comportando como se nada estivesse acontecendo. Eles percebem quando seu líder está ansioso e o seguem nesse sentimento. Dar carinho nessa hora é reforçar o comportamento, ou seja, aumentar o medo ou a ansiedade. Correr para abraçar o cão na hora em que ele sente medo de fogos ou medo de outros cães, por exemplo, é dizer a ele que precisa ter medo mesmo, aumenta a sensação de perigo em vez de confortá-lo. O mais importante nessa hora é ignorar o medo dele e continuar agindo normalmente e com tranquilidade. Ele vai entender que se o seu líder não se abala, ele também não precisa se abalar.

Segundo erro: o retorno do outro cão deveria acontecer com naturalidade, e ele somente deveria ser reintroduzido no ambiente quando o outro se mostrasse tranquilo. Em vez disso, a pessoa criou um clima de excitação para o retorno. Não começou com o cão, foi provocado e reforçado pelo humano. O que o humano interpretou como alegria, era uma excitação prejudicial para o cão, reforçando a ansiedade. Alegria e excitação são duas coisas diferentes. Ou seja, duvido muito que resolvam o problema agindo assim. Tudo errado…

Assista:

Por Nilce Alves Oliveira

 
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