Encontrei um Filhotinho Abandonado


e quero ficar com ele…

Filhotinho abandonado

Encontrar um filhotinho abandonado, seja de cachorro ou de gato, é muito frequente. Como há muitos animais que vivem nas ruas, sem qualquer assistência, é bem provável que sejam gerados muitos cachorrinhos e gatinhos. A mamãe cuida enquanto amamenta, depois deixa-os seguir a vida. Afinal, na natureza cada um deve lutar pela própria subsistência.

Todos os meus cachorros foram retirados das ruas. Não foram abandonados pelos pais, mas por seus tutores. Muitos alegam a falta de condição financeira para sustentar tantas bocas, principalmente por já terem muitos filhos. A adoção é difícil. Então, se a fêmea tiver filhotes, eles serão colocados nas ruas, geralmente em uma caixa de papelão na porta de alguém de bom coração. Bob e Billy, dois cachorros com poucos dias de vida, foram encontrados perto de casa, junto ao meio fio. Estavam agarradinhos, cheios de pulgas e com a barriga enorme de vermes. A Mel, presente que ganhei de Deus pelos bons serviços prestados em favor do reino animal, estava sozinha no meio da rua, em um dia chuvoso. Não pesava nem meio quilo. Era bem pequenininha, com um enorme barrigão. Trouxe-a para casa e cuidei dela. Está comigo até hoje, e para sempre. Nick, o pincher, foi abandonado por seus tutores após um casamento desfeito. Chegou até minha casa depois de percorrer alguns quilômetros beirando a rodovia, atraído por uma fêmea no cio que gostava de ficar no quintal. Em uma noite de muita chuva apareceu na minha porta faminto e doente. Entrou e ficou. Vive feliz, tendo amor, cuidados, proteção e companhia.

Quem encontrar um filhotinho abandonado e resolver ficar com ele, deve pensar bem antes de tomar a decisão. Adoção consciente deve ser para toda a vida. São criados laços de amor e afeto não só para o adotante, mas também para o adotado, que será eternamente grato pelo ato de amor.

Quais os primeiros cuidados que um filhotinho abandonado deve receber?

Levar o filhotinho abandonado ao veterinário deve ser a primeira providência. Muitos cães que vivem nas ruas estão doentes sem que demonstrem qualquer sinal. A Cinomose é uma doença viral multissistêmica, altamente contagiosa, talvez a mais grave dentre as que que acometem cães e outros carnívoros. É a responsável pela maioria das mortes dos cães que vivem nas ruas, depois dos atropelamentos e maus tratos.

Um filhotinho deve ser vermifugado adequadamente, sob orientação, pois alguns vermífugos são muito fortes e podem até matar o animal. O tratamento deve ser progressivo, de acordo com a idade.

Depois de vermifugado o filhote deve ser vacinado. Raiva e V8 ou V10 são vacinas obrigatórias. Olhando a caderneta de vacinação da Mel, vejo que ela recebeu três doses mensais da V10. No mês seguinte foi vacinada contra a Raiva. Anualmente recebe reforço da V10 e Raiva.

Mais tarde, quando o filhotinho estiver mais crescido, deve ser castrado.  Geralmente isso deve acontecer após um ano de vida e evitará doenças graves, tanto nos machos quanto nas fêmeas, além de controlar a multiplicação descontrolada das espécies.

Pelas obrigações que o tutor deve ter ao adotar um animal abandonado, esta decisão deve ser muito bem avaliada. As despesas serão grandes, tanto em rações quanto em vacinas e medicamentos, a liberdade de ir e vir estará prejudicada com a presença de um animal em casa. Viagem de férias? Pense nas possibilidade.

Se depois disso tudo a decisão for adotar, parabéns. A troca de amor e carinho compensará qualquer sacrifício e dará novo sentido à vida.

(Leitura suplementar: Viva Saúde – a hora certa de castrar)

 
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