Deixai vir a mim as criancinhas


Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino dos Céus.” Mateus 19:14.

Na semana passada uma criança de 9 anos tentou jogar seu cachorrinho pela varanda do apartamento onde mora. Felizmente não teve forças para erguê-lo o suficiente. O motivo alegado teria sido uma mordida. Era uma menina, que geralmente são mais amorosas do que os meninos, por desenvolverem o instinto maternal. Não conseguindo jogá-lo para a morte, passou a agredir o pobre bichinho. Isso durou quase 15 minutos, sem qualquer reação agressiva do animal. A cena foi filmada por um vizinho.

Não ia comentar a notícia, mas um assunto puxa outro. Passei a imaginar se esta criança poderia ser comparada a uma das crianças a quem Mateus se referiu na Bíblia:

“Então, trouxeram-lhe algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Os discípulos, contudo, os repreendiam. Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”.

Deixai vir a mim as criancinhas porque delas será o Reino dos Céus

Jesus não se referia às crianças pela idade do corpo físico, mas pelas atitudes que cada um tem, independente da idade que consta na certidão de nascimento. Todos somos velhos, mesmo as crianças, pois a idade da alma é o que importa.

As crianças mencionadas por Jesus somos nós, de todas as idades, de qualquer raça ou espécie, que têm amor e compaixão pelo próximo. São os animais com sua inocência e atitudes, às vezes agressivas, motivadas pelo instinto de sobrevivência e sua posição na escala evolutiva.

Os animais domésticos, assim como todos os seres com quem convivemos, aprendem conosco através do exemplo que passamos. Também aprendemos com eles. Nossos bons exemplos ajudarão no seu desenvolvimento, na sua evolução. Seremos melhores seres, teremos um planeta melhor.

Devemos pensar bem antes de adotar ou presentear alguém com um bichinho. Animais são seres vivos, com emoções e sentimentos, nossos filhos a partir do instante que aceitamos cuidar deles. O tempo não lhes dará independência, mas fará com que sejam cada vez mais dependentes de nós.

Deixai vir a mim as criancinhas

Nick, o mais velho de meus filhos de quatro patas, já está na idade em que prefere ficar na caminha. Seus olhos precisam ser limpos várias vezes por dia. Quase não enxerga. Precisa de atenção especial e colírios que pouco resolvem mas que salvam o pouco que resta da sua visão. Seus medicamentos custam caro. O veterinário precisa estar mais presente. A alimentação é especial. Hoje cedo, após medicá-lo, fiz com que que aproveitasse o sol da manhã. Não foi nada além da minha obrigação. Assumi este dever no momento em que lhe dei abrigo em um dia frio e chuvoso, tirando-o das ruas, oferecendo alimento e proteção. Assumi um compromisso com ele, comigo e com o Deus da minha compreensão.

Deixo o tema para reflexão. Fazemos várias escolhas na vida, umas certas, outras erradas, mas fazer o bem é, sem dúvida, a melhor escolha que podemos fazer para nós mesmos.

Tem comida?

 

 

É de rua, mas sempre vem comer whiskas. peito de frango e ração. Muito dócil e os cachorros gostam dela (acho que é fêmea).

 

Remédios do Nick

 
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