Cuidando de um Gato Doente


Cuidar de um gato doente não é tarefa para amadores. Qualquer animal dá trabalho quando está doente, requerendo uma atenção especial, mas o gato supera todos.

Para começar, dar remédio para gatos é uma dificuldade. Leléu está adoentado e precisa tomar o antibiótico em comprimido diariamente, durante cinco dias. Minha filha, que tem gatos há muitos anos, alertou-me sobre as dificuldades que teria. Aconselhou-me a enrolá-lo em um cobertor para evitar as unhas, pegar no colo como se fosse um bebê, abrir a boquinha e enfiar o comprimido bem dentro, quase na garganta. Ele poderia me morder, mas a mordida do gato não dói, segundo ela. Mesmo assim eu não deveria estranhar se ele cuspisse o remédio.

Percebi que seria impossível fazer isso com apenas duas mãos. Então, fiz o mesmo que faço com meus cachorros. Coloquei-o deitado no sofá, barriga para baixo, confortavelmente instalado. Em seguida, segurei-o suavemente pelo cangote e, com o comprimido na outra mão, entre o polegar e o indicador,  abri a boca e coloquei o medicamento lá no fundo. Em seguida, segurei a boca fechada e a cabeça levantada para forçá-lo a engolir, enquanto fazia movimentos leves na sua garganta. Parece que deu certo. Além de não me morder ou arranhar, deve ter engolido o comprimido. O fato de não ter tentado escapar demonstra que ele não estava bem. Em estado normal ele não ficaria tão passivo.

Cuidar de gato doente não é complicado apenas na hora de dar o remédio. Gato mia feito choro de criança, principalmente durante a madrugada, parecendo estar sentindo dores terríveis. Nem sempre isso está acontecendo na intensidade que parece. Da mesma forma que começou a miar, pode parar de repente e fugir para a rua se tiver oportunidade.

Mas, o que tem o Leléu?

Leléu adoentado. Como cuidar de gato doente?

Há três dias ele se mostrou estranho, passando a noite quieto em um canto, sem pedir comida às três horas da madrugada, como de costume, quando eu estaria no melhor momento do sono na companhia dos cachorros que dividem o quarto comigo. Nesta noite ele permaneceu em silêncio. Uma calma estranha e inesperada. Logo cedo, pouco antes do amanhecer, não apareceu pedindo comida, como sempre faz. Mesmo estando com o comedor cheio, ele gosta que sempre se coloque um punhado de ração nova. Continuou deitado e encolhido. Sinal de alerta. Liguei para o veterinário. Foi examinado, sangue colhido para exame e o hemograma indicou uma leucocitose, resultado de um processo infeccioso. Seu comportamento poderia indicar a causa da infecção. Era preciso observar. Como na véspera ele estava comendo capim, tudo indicava que poderia ser uma infecção intestinal. Começou então o tratamento com antibiótico de amplo espectro, o Baytril, recomendado por ter resposta mais rápida nas infecções com causas diversas. Caso não melhorasse, seria melhor interna-lo para exames mais específicos. Habituado a passar a noite fora de casa, mesmo sendo um gato castrado, poderia ter comido algo que lhe fez mal ou, até mesmo, ter causado uma obstrução intestinal, que pode ser fatal. Em Iguabinha o lixo não é recolhido como deveria e muitas vezes vemos restos de alimentos espalhados pelas ruas do bairro. Além disso, alguns moradores têm o costume de colocar veneno proibido, o popular chumbinho, em iscas para atrair ratos. Além dos ratos pode vitimar outros animais, como gatos e gambás.

Cuidando de um gato doente

Não sei se a febre cedeu após três dias de tratamento; acredito que sim, mas ele ainda não está totalmente recuperado. Ao amanhecer miou longo, soando quase como um lamento, como se estivesse reclamando de alguma dor. Estava curvado, como se vê na imagem ao lado. Dei quatro gotinhas de Atroveran, medicamento que usávamos na família para tratar cólicas e melhorou um pouco. Coitado do Dr. Fábio Caputo, que foi acordado muito cedo numa manhã de sábado. Sempre que possível medico após ter orientação do veterinário. Nas urgências me antecipo, mas confirmo em seguida se poderia ter dado tal remédio.

Continuo com a árdua tarefa de cuidar de um gato doente, como diz o título deste artigo, mas fico feliz quando percebo um olhar de agradecimento. Os animais falam pelos olhos. Quem convive com gatos, cachorros, calopsitas ou qualquer outro animal, sabe que a linguagem do olhar é universal e diz mais do que mil palavras.

 
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2 comments on “Cuidando de um Gato Doente

  1. Oi Paulo, vim aqui para saber dele. Melhorou ? Essa semana foi péssima, perdi 2 gatos ( de umas amigas) e a golden da minha irmã!
    Boa semana.

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    Paulo Teixeira Reply:

    Está ótimo, felizmente. Miou bastante durante a noite para atrapalhar o meu sono e dos cachorros, como sempre fazia. Bebeu água, comeu, fez xixi e cocô, agora está dormindo.

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