Você Costuma Conversar com seu Bichinho?


Pode parecer estranha a pergunta, mas quem convive com cães, gatos, calopsitas e outros bichinhos – não necessariamente papagaios – sabe que conversar com seu bichinho é perfeitamente normal e saudável para ambos.

Embora animais e humanos falem línguas diferentes, o entendimento é perfeitamente possível e a comunicação se torna até mais fácil. Com o tempo, ambos entenderão perfeitamente gestos, olhares e até o silêncio.

Meus cachorros, por exemplo, reagem aos latidos de outros cães durante a madrugada. Alguns são ignorados enquanto outros provocam reações imediatas. Pelo ritmo e intensidade eu, que não sei latir, já sei quando continuarão dormindo ou se levantarão agitados.

Você costuma conversar com seu bichinho?

Conversar com seu bichinho, seja cão, gato, ou qualquer outro animal, oferece uma série de vantagens. A maior delas é que você terá um ouvinte atento e interessado, como um psicólogo ou psicanalista à disposição, com a vantagem de não precisar pagar pela consulta.

Ao fim de uma hora de conversa, você se sentirá revigorado e seu bichinho também. Seus laços de amizade estarão mais fortes. Não é por acaso que cães são levados a asilos para conviver com pessoas idosas. A troca de amor faz bem a ambos.

Como conversar com seu bichinho

Você costuma conversar com seu bichinho?

Os animais ganham muito quando conversam com seu tutor. Quanto mais emoções de amor e carinho você transmitir durante a conversa, melhor será. Fale tranquilo, se possível com o bichinho em seu colo ou bem próximo a você. Acaricie-o enquanto fala. Esteja em um ambiente tranquilo, sem barulhos externos, sem televisão ligada. Se faltar assunto, conte a sua vida. Comece do início, conte como o encontrou, o que sentiu na ocasião, agradeça pela sua presença e pelo bem que ele lhe proporciona, fale das brincadeiras, do amor que você sente por ele, da comida que você prepara com amor e carinho, do dia-a-dia de vocês. Ele sentirá as vibrações de amor e amizade que ficarão cada vez mais presentes no ambiente. Cada dia vocês se tornarão mais amigos.

Experimente!

Conte a sua experiência.

Este artigo foi inspirado em matéria publicada no site Cachorro VerdeUm exercício para estreitar o vínculo com seu cão ou gato.

Alguns de meus bichinhos

Aqui estão alguns bichinhos com os quais convivo ou já convivi. Presto a eles a minha homenagem e agradeço pela excelente companhia que me têm feito ou já fizeram.

Mel
Mel foi recolhida das ruas bem pequena. Andava pelo asfalto e não sobreviveria por muito tempo. Trouxe-a para casa.

Mel foi recolhida das ruas bem pequena. Andava pelo asfalto e não sobreviveria por muito tempo. Trouxe-a para casa. Divide a coberta comigo, deitada junto aos meus pés.

Nick

Nick tanto insistiu que acabou sendo adotado. Vinha de longe, vivendo nas ruas, interessado em uma cadela.

Nick tanto insistiu que acabou sendo adotado. Vivia na rua, bem longe de casa, e aqui chegou interessado em uma cadela que estava no cio. Em uma noite chuvosa e fria apareceu quase morrendo e nunca mais saiu.

Leléu

Leléu

Leléu nasceu aqui. É filho da Xandoca, a gata persa que está desaparecida desde abril (possivelmente foi roubada). Leléu nasceu no quintal, no meio do mato, e só foi salvo porque miou alto. Eram quase 3 horas da madrugada.

Lili

Lili

Logo em seguida nasceu Lili. Era pequena, bem menor que Leléu. Precisei cortar o cordão umbilical, mas já estava preparado para isso. Lili foi uma caçadora implacável. Nada escapava a ela. Na madrugada de 21 de novembro de 2015 entrou em casa agonizando. Morreu em poucos minutos, possivelmente envenenada por chumbinho.

Xandoca

Xandoca

Falando nela, aqui está Xandoca. Espero que esteja bem.

Antes dessa turma pude conviver com dois irmãos, Billy e Bob, que já se foram. Resgatei-os recém-nascidos, abandonados na esquina. Ficaram enormes e muito fortes. Como eram ciumentos, ocupavam áreas separadas. Um dominava o quintal da frente e outro cuidava nos fundos da casa. Cada um tinha seu espaço e sua casinha de madeira.

Billy

Billy

Bob e Gucci, com Lucia

Lucia-Gucci-Bob

Vivendo na roça entre patos e galinhas

Em 1996 mudei-me com a família para Iguabinha. Entreguei o apartamento no Leblon, pois ficou impossível pagar aluguel. Passamos dois anos na casa que antes era apenas para veraneio. Céu para uns, inferno para outros, procurei adaptar-me ao novo ambiente, nada sofisticado. Confesso que gostei (fui o único da família), mesmo viajando diariamente 300 km para ir trabalhar no Rio.

Salvei uma dúzias de galinhas do abatedouro, em Iguaba Grande. Todas passaram a ter um nome. Perdi a conta dos sacos de 50 kg de milho picado que comprei. Em troca, me presenteavam com uma dúzia de ovos todos os dias, até morrerem de velhas. Os lindos patinhos amarelinhos ficaram enormes, com dois metros de envergadura de asas.

Tudo passa! O hoje também passará!

Fotos de tempos não tão distantes nos ensinam que devemos aproveitar todos os momentos, pois são únicos, não se repetem. Poderemos vivenciar situações parecidas, mas nunca iguais. A vida é muito curta para que desperdicemos nosso precioso tempo com coisas que não são importantes. Amar o próximo, não apenas humanos, mas de todas as espécies, de todos os reinos, fazer o bem sem pensar em retribuição ou agradecimento, conversar com seu bichinho, são excelentes maneiras de usar bem o tempo, o bem mais precioso que temos. Não seremos lembrados pelo que tivemos, mas pelo que fomos!

 
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