Alimentação Levanta Defunto Para Cães e Gatos


Levanta defunto não é um termo muito simpático. Pensei até em não utilizar. Mas não encontrei outra expressão mais apropriada.

Uma frase atribuída a Hipócrates, o Pai da Medicina, é bastante objetiva:

“Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”.

Entre remédios e alimentos, sempre preferi os alimentos naturais.

Quem se alimenta corretamente, dificilmente ficará doente. Se um dia vier a adoecer, a alimentação adequada poderá restabelecer rapidamente a saúde na maioria dos casos. Isso vale para todos, humanos e não humanos.

Qual é a alimentação “Levanta Defunto”?

Já tive muitos bichinhos que morreram de velhice. Aos poucos foram deixando de comer, permaneciam muito tempo deitados e foram perdendo as forças. Quase no fim da vida não se levantavam mais, nem para comer ou para fazer as necessidades biológicas. Até que um dia… falência total dos órgãos… e apagavam.

alimentação levanta defunto

Nick, um cachorro que retiramos das ruas há treze anos, além de estar quase cego e com um tumor na boca, começou a ficar na caminha mais tempo do que o normal. Além disso, ele que sempre foi comilão, parou de se alimentar. Não tinha mais o apetite que sempre foi sua característica.

Não fiquei passivo, embora tivesse poucas esperanças de salvá-lo. Mas, pensei, vamos tentar.

Comprei uma latinha de RECOVERY, ração em lata da ROYAL CANIN, importada, que custa bem caro para o padrão do consumidor brasileiro. Uma latinha de 195 gramas custa quase 30 reais e dura dois dias no máximo. Resolvi fazer uma tentativa, já que ele não queria se alimentar. Então, optei por encher uma seringa de 5 ml (sem a agulha, claro) e ir despejando vagarosamente na sua boca, pelas laterais, dando tempo para ele saborear e engolir. Enchia umas 10 seringas, cerca de 50 ml, e dava pela manhã e à tarde. Ele gostou do sabor. Se alimentava com prazer. Entre as duas refeições colocava na seringa a ração em lata comum, diluída em um pouquinho de água, além de água de coco natural, Vitamina C, e os medicamentos para cães idosos receitados pelo veterinário. Aos poucos, Nick foi se recuperando. Em uma semana já estava com o velho apetite furioso, pedindo a carne moída com arroz que costumo fazer.

Alimentação Especial Levanta Defunto

alimentação levanta defunto

Agora parece um cachorro jovem, comendo bem, latindo bastante, correndo atrás dos gatos (mesmo estando quase cego). O tumor da boca, pode ser impressão minha, mas parece ter diminuído de tamanho.

Tomara que seja verdade.

Fica o conselho:

Quando tudo parecer perdido, não desista. Cumpra a sua missão, o seu dever.

Embora muitas vezes nos sintamos perdidos e abandonados, não estamos sozinhos e a ajuda sempre vem de acordo com o que fazemos e merecemos. Insista. Não desista nunca!

Never Give Up!

 

Animal Idoso: Você está preparado?


Cuidar de um animal idoso não é tarefa fácil. Requer tempo, dinheiro e, principalmente, amor, muito amor. A quantidade de cães idosos abandonados nas ruas e na porta da Suipa demonstram que as três condições, principalmente amor, nem sempre estão presentes. Por outro lado, vemos que há pessoas que vivem nas ruas, em condição de total miséria, e que compartilham o pouco que têm com seus animais de estimação. Nas noites frias de inverno dormem juntinhos, para se aquecer. Podemos concluir que, havendo amor, tudo se resolve.

Conheço pessoas que compram animais de estimação, principalmente cães e gatos caríssimos, como se fossem brinquedos. Vira-latas, nem pensar. Na primeira viagem de férias, dificuldade financeira ou mudança de interesse, descartam o animalzinho. Usam e jogam fora. Na idade avançada pensam em sacrificar o animal idoso, como se estivessem praticando uma caridade, “evitando sofrimentos”. Para estes, a eutanásia significa eliminar um problema rapidamente, gastando pouco. Esquecem que velhice não é doença e todos passarão por esta fase, se não morrerem antes.

Responsabilidades ao cuidar de um animal idoso

medicando um animal idoso

Não vamos prolongar o assunto. Cada um de nós é senhor da sua vontade e de suas decisões. Penso que antes de adotar um lindo cachorrinho ou gatinho, devemos estar conscientes que, se temos hoje 70 anos, estaremos com mais de 80 na velhice do animal. Também estaremos velhos e precisando de cuidados. Teremos condições de cuidar do bichinho e de nós mesmos? (Já falamos sobre isso em outro artigo). Poderemos dedicar parte de nossa renda para comprar medicamentos especiais, todos eles caríssimos? Ou seremos egoístas, insensíveis, verdadeiros assassinos, ao determinar o fim do ciclo de vida daquele que nos acompanhou durante sua vida?

Estou cuidando do Nick, um animal idoso que vive conosco há quase 14 anos. Foi retirado das ruas quando novinho, assim como aconteceu com os animais com quem convivi e outros com quem ainda convivo. Nick não tem se alimentado, perdeu o apetite que sempre foi sua característica, obrigando-me a servir o alimento especial (importado) na seringa, assim como a água de coco servida regularmente. Os remédios para idosos fazem parte da rotina diária. A vista merece cuidados especiais. Está praticamente cego. As pernas fraquejam.

alimentando um animal idoso

Mas, estamos juntos!

12 Raças de Cachorros que Mais Soltam Pum


Seu cachorro é peidorreiro? Ele está entre as 12 raças de cachorros que mais soltam pum?

Peidorreiro. Poucos já ouviram falar nessa palavra. Meu tio Mário Caio se divertia com a sonoridade e não cansava de repeti-la, entre sorrisos e sonoros puns. E lá se vão quase 70 anos.

O que é um pum? São gases que, ao serem eliminados do organismo, podem ser barulhentos ou silenciosos, mal-cheirosos ou não. Segundo o dicionário informal, “peidorreiro é o indivíduo que emite muitos flatos, preferentemente mal-cheirosos ou ruidosos, e se compraz disso”.

Os cachorros, mesmo aqueles que se alimentam apenas de ração seca de boa qualidade, costumam soltar puns. Há raças que se superam. Com a idade o problema tende a se agravar.

Rottweiler está entre as 12 raças de cachorros que mais soltam pum

Vamos conhecer as 12 raças de cachorros que mais soltam pum

 

1 – Dálmata

2 – Beagle

3 – Rottweiler

4 – Cocker Spaniel

5 – Poodle

6 – Doberman

7 – Boxer

8 – Labrador

9 – Vira-lata

10 – Pastor Alemão

11 – PUG

12 – Bulldog Francês, conhecido por soltar muitos puns, bastante fedidos.

 

Cachorros de focinho curto tendem a soltar mais puns porque costumam engolir maior quantidade de ar com o alimento. Cachorros que engolem a comida muito rapidamente também têm tendência a soltar puns. Não se preocupe. Se forem mal-cheirosos, procure oferecer suplemento probiótico. Há petiscos super premium que oferecem probióticos em sua composição.

Se, além dos gases, houver diarreia, ruído no estômago, vômito ou prisão de ventre, o caso pode ser mais sério. Fale com o veterinário e marque uma consulta. O excesso de gases também merece atenção e cuidados.

Meu pincher, embora não esteja na lista, também solta muitos puns. Ele come demais e já está bem velhinho. Nick tem todo o direito, mesmo dormindo no meu quarto, ao lado da minha cama. Fico feliz com seus puns, sinal que está vivo e feliz, se alimentando bem.

 

Cuidados ao Comprar Petiscos com Corantes, Conservantes, Sabor Artificial


Devemos observar alguns cuidados ao comprar petiscos. Biscoitinhos, ossinhos, bifinhos e ossos de couro são alguns petiscos vendidos nas PetShops. Garantem excelente lucratividade ao comerciante. Quem vai comprar ração ou levar seu bichinho para banho e tosa, certamente sairá da loja com um agrado para o filhote.

Petiscos podem ser oferecidos eventualmente aos cães, mas não fazem parte da sua alimentação, que deve ser constituída basicamente por ração de boa qualidade. Os cães adoram petiscos. Se pudessem, trocariam toda a alimentação por esses agrados. Por serem considerados presentes, os petiscos também fazem parte da rotina de adestramento. Petiscos devem ser dados, no máximo, duas vezes ao dia, em pequena quantidade.

Cuidados ao comprar petiscos com corantes

Muitos petiscos são produzidos com excesso de corantes. Na hora de escolher a ração, o consumidor exige que seja ração sem corante, sem milho transgênico, sem aditivos químicos, conservantes artificiais. Finaliza a compra levando para casa um bifinho totalmente artificial. Alguns desses petiscos podem ser responsáveis por muitas doenças, como gastrites, alergias, prisão de ventre, diarreia, otites, etc. Nos Estados Unidos já houve denúncia de que alguns desses petiscos, produzidos na China, podem matar. Nossos petiscos são, em geral, fabricados no Brasil, mas muitos fabricantes importam a matéria-prima. Então, cuidado na hora de escolher e evite petiscos com corantes e aromas artificiais de churrasco, carne, frango, etc.

Prefira petiscos com valor nutricional

Cuidados ao comprar petiscos - ossos de couro podem matar

Evite comprar petiscos sem valor nutricional. Procure petiscos saudáveis. Algumas lojas vendem biscoitinhos naturais, sem corantes. Alguns petiscos auxiliam na limpeza dos dentes, removendo o tártaro e placa bacteriana. Prefira estes. Se possível, ofereça frutas. Será que seu cão vai gostar? Alguns adoram. Outros, odeiam. Experimente oferecer cenoura em substituição ao ossinho.

Falando em ossinhos, os petiscos de ossos são feitos de couro de boi, tratados com produtos químicos. Não ofereço aos meus cachorros. Além da maneira como são fabricados há, principalmente, riscos de engasgo.  Os ossos ficam moles e entopem a garganta do animal, impedindo a respiração. Sem a intervenção humana o animal morre por asfixia em poucos minutos. Já presenciei o desespero de um dos meus cachorros nesta situação. Por sorte estava ao lado e pude retirar o corpo estranho, grudento e melequento, da garganta do animal.

Prefira petiscos saudáveis. Jamais ofereça ossos de resto de comida, seja de carne ou de galinha.

Sugestão: moela de frango em pedacinhos é um petisco que os meus cachorros adoram. Até o gato entra na fila para ganhar seu petisco.

Deixai vir a mim as criancinhas


Jesus disse: “Deixai vir a mim as criancinhas porque delas é o Reino dos Céus.” Mateus 19:14.

Na semana passada uma criança de 9 anos tentou jogar seu cachorrinho pela varanda do apartamento onde mora. Felizmente não teve forças para erguê-lo o suficiente. O motivo alegado teria sido uma mordida. Era uma menina, que geralmente são mais amorosas do que os meninos, por desenvolverem o instinto maternal. Não conseguindo jogá-lo para a morte, passou a agredir o pobre bichinho. Isso durou quase 15 minutos, sem qualquer reação agressiva do animal. A cena foi filmada por um vizinho.

Não ia comentar a notícia, mas um assunto puxa outro. Passei a imaginar se esta criança poderia ser comparada a uma das crianças a quem Mateus se referiu na Bíblia:

“Então, trouxeram-lhe algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Os discípulos, contudo, os repreendiam. Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”.

Deixai vir a mim as criancinhas porque delas será o Reino dos Céus

Jesus não se referia às crianças pela idade do corpo físico, mas pelas atitudes que cada um tem, independente da idade que consta na certidão de nascimento. Todos somos velhos, mesmo as crianças, pois a idade da alma é o que importa.

As crianças mencionadas por Jesus somos nós, de todas as idades, de qualquer raça ou espécie, que têm amor e compaixão pelo próximo. São os animais com sua inocência e atitudes, às vezes agressivas, motivadas pelo instinto de sobrevivência e sua posição na escala evolutiva.

Os animais domésticos, assim como todos os seres com quem convivemos, aprendem conosco através do exemplo que passamos. Também aprendemos com eles. Nossos bons exemplos ajudarão no seu desenvolvimento, na sua evolução. Seremos melhores seres, teremos um planeta melhor.

Devemos pensar bem antes de adotar ou presentear alguém com um bichinho. Animais são seres vivos, com emoções e sentimentos, nossos filhos a partir do instante que aceitamos cuidar deles. O tempo não lhes dará independência, mas fará com que sejam cada vez mais dependentes de nós.

Deixai vir a mim as criancinhas

Nick, o mais velho de meus filhos de quatro patas, já está na idade em que prefere ficar na caminha. Seus olhos precisam ser limpos várias vezes por dia. Quase não enxerga. Precisa de atenção especial e colírios que pouco resolvem mas que salvam o pouco que resta da sua visão. Seus medicamentos custam caro. O veterinário precisa estar mais presente. A alimentação é especial. Hoje cedo, após medicá-lo, fiz com que que aproveitasse o sol da manhã. Não foi nada além da minha obrigação. Assumi este dever no momento em que lhe dei abrigo em um dia frio e chuvoso, tirando-o das ruas, oferecendo alimento e proteção. Assumi um compromisso com ele, comigo e com o Deus da minha compreensão.

Deixo o tema para reflexão. Fazemos várias escolhas na vida, umas certas, outras erradas, mas fazer o bem é, sem dúvida, a melhor escolha que podemos fazer para nós mesmos.

Tem comida?

 

 

É de rua, mas sempre vem comer whiskas. peito de frango e ração. Muito dócil e os cachorros gostam dela (acho que é fêmea).

 

Remédios do Nick

Ração Contaminada por Fungos Pode Matar


Falta de apetite, diarreia, vômitos, barriga dilatada, são alguns sintomas que indicam intoxicação grave causada por ração contaminada por fungos. Se nada for feito o animal poderá morrer em pouco tempo.

Uma notícia publicada há cinco anos pelo O GLOBO me chamou a atenção para os riscos que corremos. Este caso é antigo, mas o perigo é constante e permanece até os dias atuais. Mesmo adquirindo uma ração de boa marca, em bons fornecedores, dentro da data de validade, não estamos livres de levar para casa uma ração contaminada.

Neste caso específico, o milho foi o responsável pela ração contaminada, produzindo uma substância cancerígena chamada aflatoxina, que ataca o fígado e provoca hepatite, levando o animal ao óbito rapidamente. Na matéria publicada em 2012 há registros de casos no Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

O nosso clima quente e úmido, locais de armazenamento inadequados, danos nas embalagens das rações, sacos em contato direto com o solo, são fatores que facilitam a contaminação. Há quem compre ração à granel, o que aumenta ainda mais os riscos decorrentes da proliferação de fungos, sem contar que fica impossível saber a data de validade do produto. Geralmente as rações vendidas a granel ficam expostas ao tempo, vulneráveis a insetos e roedores.

Como se prevenir da ração contaminada

armazenando bem para evitar a ração contaminada por fungos

Prefira comprar embalagens pequenas de ração, de um ou dois quilos, até três quilos no máximo. Verifique a data de validade. Muitas lojas adquirem ração perto de vencer e, com isso, conseguem melhores preços dos fornecedores, aumentando sua margem de lucro. Observe, também, a data de fabricação. Ninguém sabe por quanto tempo, e em que condições, a ração foi armazenada desde que foi fabricada. Quanto menor for o tempo entre a fabricação e o consumo, melhor a qualidade do produto.

Tenha a certeza de que todo o conteúdo será consumido dentro de um mês. Embalagens econômicas de quinze quilos só deverão ser adquiridas caso você tenha muitos animais para consumir tudo em 30 dias.

Aberta a embalagem, coloque a ração em vasilhas plásticas, limpas, secas e bem fechadas, como estas da foto, protegidas da luz e calor.

Se notar algo diferente na textura da ração, como pó, farelos, grãos aglutinados, umidade, manchas brancas, casulos, ou até pequenos insetos, devolva ao fornecedor e não faça uso dela. Se não puder devolver, jogue no lixo com cuidado para que outros animais não a utilizem.

Pescoço de Frango é Bom Pra Cachorro


Há quem adore uma canja de galinha feita com pescoço de frango. Afirmam que pescoço de frango é bom pra cachorro. De fato, meus cachorros experimentaram e adoraram.

Onde moro não há grande variedade de alimentos no mercadinho e esta foi a primeira vez, em muitos anos, que encontrei pescoço de frango para vender. Não perdi a oportunidade e comprei cinco quilos. Destes, aproveitei pouco mais de um quilo. O resto era pele e gordura. Mas, tudo bem, espírito esportivo. Afinal, o quilo do pescoço de frango estava custando menos de três reais.

Como preparar o pescoço de frango

bom pra cachorro

Servir cru ou cozido? Consultei o Dr. Google. Sirva cru, recomendavam os sites consultados. O osso, quando cozido, tem suas propriedades alteradas, torna-se duro e quebradiço, podendo causar danos ao intestino do animal. Recomenda o site Cachorro Verde, uma de minhas principais referências em alimentação canina:

Meaty bones, ou ossos carnudos (peças contendo ossos), devem sempre ser oferecidos crus. Cozidos eles se tornam perigosos – podem causar perfurações no estômago ou no intestino.”

E o risco de contaminação por bactérias? O que dizer da Salmonela?

A salmonela é uma bactéria encontrada em animais, principalmente aves, como a galinha. Por isso prefiro não servir alimentos crus aos meus bichinhos. Quanto aos ossos, o pescoço de frango possui cartilagens, não tem ossos longos e pontiagudos, que podem perfurar o intestino.

Afinal, cru ou cozido, pescoço de frango é bom pra cachorro

De fato, o pescoço de frango é saboroso e pode ser oferecido a cães e gatos. No primeiro dia ofereci o pescoço de frango cru. Depois de limpo, cortei em três pedaços e fui servindo como petiscos a Nick e Mel. O gato Leléu não se interessou. Nick, o Pincher, mesmo com um tumor na boca, devorou o alimento e ficou satisfeito. Mel, uma cadelinha elegante, comeu uma quantidade menor. Como sempre estranhou a novidade, talvez por ser uma carne gordurosa, e no dia seguinte vomitou um pouco (somente líquido).

pescoço de frango bom pra cachorro

Cozinhei o resto dos pescoços na panela de pressão por vinte minutos. Novamente cortei em três pedaços e servi. Percebi que a carne ficou mais apetitosa e não notei diferença na textura das cartilagens. Os cães mastigaram e engoliram sem demonstrar qualquer dificuldade. Em seguida, foram dormir.

Conclusão:

Continuarei servindo pescoço de frango aos meus bichinhos. Eles gostaram e me disseram, em sua linguagem inconfundível, que pescoço de frango é bom pra cachorro. Os cachorros de rua, habituados a passar por aqui em busca de alimento, também receberam o mimo e saíram felizes. Servirei os pescoços de frango cozidos por 20 minutos em panela de pressão. Fica bom pra cachorro, como afirmei no início.

O que deu certo para mim não garante que vá dar certo para quem chegou aqui procurando uma informação. Não há unanimidade no assunto. Experimente, cru ou cozido, e deixe seu comentário. Peço apenas que sempre supervisione o momento da alimentação. Se houver engasgos, haverá tempo para agir.

Outro detalhe importante: não sirva pescoço de frango em grande quantidade e diariamente. Esse tipo de alimento deve ser oferecido eventualmente, uma ou duas vezes por mês, em pequenas quantidades. A alimentação básica deve continuar sendo a ração. Atualmente meus cachorros se alimentam de ração seca Fino Trato, Super Premium, e sachês da Pedigree para se alegrarem. Complemento, porque eles se habituaram com comida caseira, com uma carne bem inofensiva, sem gordura, como moela de frango. O peito de frango não anda bom (perceberam?) e estou dando um tempo.

 

BULLDOG FRANCÊS Dócil e Brincalhão – Prós e Contras da Raça


O Bulldog Francês é um cãozinho dócil e brincalhão. Apesar do pequeno tamanho, chega a pesar 15 quilos. Um tourinho em miniatura, ou um tanquinho, como dizem alguns carinhosamente. Mesmo pesado e tendo pernas curtas, o Bulldog Francês é um cão muito ágil, adora brincar e correr pela grama com as crianças.

Ficou interessado? Antes de decidir, vamos conhecer as características principais da raça.

Dócil e Brincalhão

O Bulldog Francês tem origem no Bulldog Inglês e cruzamentos entre Terries e Pugs. A raça se desenvolveu na França e chegou ao Brasil por volta de 1980, ganhando popularidade rapidamente. Cão de pelagem curta, de fácil manejo, amigo das crianças, dócil e brincalhão, adapta-se bem em casas e apartamentos. Você não correrá perigo de perdê-lo, pois ele sempre será a sua sombra. O risco é tê-lo roubado, pois é uma das raças preferidas pelos ladrões.

As cores variam entre branco, branco com fumo, tigrado, branco com tigrado, creme, marrom e avermelhado.

A raça tem poucos problemas de saúde. A pele merece atenção especial, por causa das dobras.

A ninhada pode variar de um a sete em média, mas esse número está sendo ultrapassado com frequência. O cruzamento é difícil, o pós-parto precisa ser acompanhado com atenção e o parto é, quase sempre, cesáreo. O diâmetro do crânio dificulta o parto normal.

Prós e Contras da raça Bulldog Francês

Vantagens

A raça é calma e se adapta bem na casa de quem trabalha fora, inclusive em apartamentos pequenos.

São cães de companhia. São extremamente dóceis. Acompanham o dono como uma sombra e se adaptam à vida do dono.

Latem muito pouco.

A raça ajuda a socializar o dono. Os solteiros (homens e mulheres) adoram.

Desvantagens

São caros, custam em média entre três e cinco mil reais.

Dificuldade para respirar por causa do focinho achatado. Passeios no verão, em temperaturas elevadas, são proibidos.

Problemas de pele por causa de dobras na pele com proliferação de fungos.

Roncam alto e soltam puns bastante fedidos.

Comprando um Bulldog Francês

Você dificilmente encontrará um Bulldog Francês sendo doado. A raça é cara. Os canis responsáveis têm despesas extras, principalmente na hora do parto cesáreo. Meu amigo, Dr. Fábio Caputo do Grupo AnimalVet, tem passado muitas noites trazendo bulldoguinhos ao mundo. É o veterinário que assiste meus bichinhos. Foi colega da minha filha no ginásio e sinto satisfação em ter testemunhado seu crescimento profissional desde o início.

Sua equipe é grande. Vou citar alguns integrantes, em parto recente:

Anestesista: Dra Suelen de Paula
Auxiliares: Dr Pedro Alberto Cabral e Juliana Xavier

Bulldog Francês - Dócil e Brincalhão - Prós e Contras

Bulldog Francês - Dócil e Brincalhão - Prós e Contras

 

Qualidades e Defeitos do PUG – Vale a Pena Ter um PUG?


Após ler muitos artigos falando do PUG, fiquei em dúvida se valeria a pena ou não comprar um cãozinho dessa raça. Comprar, sim. Cães da raça PUG não são doados, pois têm alto valor de mercado, custam caro, assim como os da raça Shih Tzu, Lulu da Pomerânia, Yorkshire Terrier, Lhasa Apso, falando apenas das raças pequenas. Foi então que me veio a ideia de pesquisar as principais qualidades e defeitos do Pug. Isso ajudaria, não só a mim, mas a quem também estivesse com dúvidas na hora de escolher um cachorrinho de estimação.

Características do PUG

A raça é originária da China. Os machos têm, em média, 30 cm de altura e as fêmeas 25. Não é considerada uma raça excepcionalmente inteligente. Tudo que escrever sobre as características técnicas do Pug será insuficiente para igualar ou superar o que o site Tudo Sobre Cachorros, da Halina Medina, já publicou sobre a raça. Recomendo a leitura a quem quiser saber tudo sobre o PUG.

Muitos confundem o Buldogue Francês com o Pug, mas são bem diferentes, a começar pelo tamanho e origem. O buldogue francês é originário da França, como o nome indica. Já o PUG, tem origem na China. As orelhas do PUG são caídas, as do Buldogue Francês são levantadas.

Qualidades e Defeitos do PUG

Qualidades e defeitos do Pug. Vale a pena ter um Pug? Esta é Valentina.

Ter um cachorro com alto valor no mercado é sempre um motivo de preocupação. Pug e Shih Tzu são as raças preferidas pelos ladrões.

Vantagens e desvantagens do PUG

Consultei vários sites especializados em cachorros e, especificamente, em PUGS. Todos eles relacionam quase as mesmas vantagens e desvantagens, as mesmas qualidades e defeitos do PUG. Quem não convive com um PUG precisa obter a informação de alguma forma. Preferimos consultar os proprietários de PUGS. Se você tem um PUG, deixe um comentário com a sua impressão. Vamos enriquecendo o artigo com a informação de quem conhece a raça melhor do que ninguém.

Enquanto isso, aqui está o que compilamos:

Desvantagens do PUG

Cães da raça Pug não toleram o calor. Há o risco de hipermermia. Tome bastante cuidado ao sair de carro com ele.

Os olhos salientes são alguns de seus pontos fracos e precisam de atenção especial. As dobras da face precisam ser limpas constantemente. Podem acumular fungos.

Apresentam, em muitos casos, pouca resistência física e problemas respiratórios.

Dormem muito, pois têm pouca energia física.

São difíceis de serem treinados, costumam demorar a aprender a fazer xixi no lugar certo.

Têm tendência a engordar e soltam muitos pelos. Precisam ser escovados com frequência.

Roncam muito. Dizem que soltam gases com mais frequência que o considerado aceitável.

A reprodução é mais complicada do que o normal. A gestação deve ser acompanhada pelo veterinário e, possivelmente, pode ser necessária realizar uma cesariana ou auxiliar no momento do parto. Isso se deve ao diâmetro do crânio.

Vantagens do PUG

PUGS são muito carinhosos e apegados ao dono, mas não são carentes.

Gostam de brincar e fazem amigos com facilidade. São sociáveis com outros cachorros, crianças, idosos e alguns estranhos.

Algumas pessoas os consideram muito inteligentes. Outros, nem tanto. Na verdade, são cães de inteligência média.

Latem pouco (talvez por cansar muito).

São limpos, silenciosos, pequenos e gostam de colo. Embora pequenos, pesam bastante. Têm tendência a engordar, pois comem mais do que gastam em atividades físicas.

Conclusão

Vale a pena ter um PUG?

As raças de cães têm suas características próprias, mas devemos levar em conta a personalidade de cada ser daquela raça. Isso pode fazer toda a diferença. A escolha daquele que será seu amigo e companheiro pelos próximos 14 ou 15 anos é muito pessoal, depende da troca de energias que se manifestará pelo olhar na hora da escolha. É amor a primeira vista, olho no olho, alma na alma.

Cachorros de raça devem ser adquiridos de criadores responsáveis, registrados. Não se arrisque comprando de quem você não conhece. O animalzinho pode ter sido roubado e, agindo assim, você estará estimulando a continuidade dessa prática criminosa. Ninguém está livre de ser a próxima vítima.

Criadores clandestinos sacrificam as matrizes obrigando a que se reproduzam até a morte. Há muitos artigos e vídeos mostrando o estado lastimável desses animais. A raça humana não tem limites quando se trata de ganhar dinheiro. Felizmente não são todos que pensam assim.

A cachorra deitada no tapete chama-se Valentina (Vavá, para os íntimos). Mora no Rio de Janeiro. Agradeço à minha amiga Ana Clara por ter atendido ao meu apelo e enviado a foto.

Se você tem um PUG, não esqueça de deixar a sua opinião nos comentários.

 

 

Calor Excessivo Pode ser Fatal para Cães


O verão é a estação das temperaturas extremas. Quem vive no Rio de Janeiro sabe como são as temperaturas que se aproximam dos 40 graus, com sensação térmica de muito mais. O calor excessivo pode causar hipertermia e ser fatal para os cães. Se não tratados, podem morrer em poucos minutos.

Os cães suportam bem temperaturas até 26º. Mais do que isso, o calor excessivo pode causar hipertermia, identificada de imediato pela respiração ofegante, saliva espessa, corpo quente e outros sintomas característicos. Cães têm a temperatura corporal entre 38,5º e 39,5º. Passando dos 39,5º torna-se muito difícil a dissipação do calor, que acontece principalmente pela língua, patas, e região escrotal. Os passeios devem acontecer pela manhã, até 9 horas (10 horas pelo horário de verão) e após 5 da tarde. Dentro do carro, em ambiente muito aquecido, também pode acontecer a hipertermia, daí o perigo de fazer viagens longas em dias quentes, sem a proteção efetiva de um bom ar condicionado no veículo. Os engarrafamentos nas grandes cidades dificultam a ventilação interna e, muitas vezes, prejudicam o funcionamento do ar condicionado.

Uma vez passei por momentos desesperadores em um engarrafamento na Rodovia Niterói-Manilha, quando viajava para a Região dos Lagos com Mel e Nick, meus companheiros inseparáveis. Fiquei preso em um imenso engarrafamento, a temperatura interna era infernal e o ar condicionado parou de funcionar. Os cachorros já demonstravam sinais bastante preocupantes. Felizmente consegui romper a barreira de carros abrindo caminho com a ajuda de um carro da polícia, a quem pedi socorro.

Cães de focinho pequeno, tipo Pug, são os que mais sofrem com o calor. A língua não tem capacidade para reduzir a temperatura corporal em pouco tempo.

Tosar é uma boa medida para combater o calor excessivo?

Tosar o animal no verão é uma excelente medida, certo? Errado! Ofereça água fresca, dê banhos frequentes, molhe o piso do quintal, mas não o tose. Destaco um parágrafo de matéria publicada no site Seu Buldogue Francês:

O mecanismo de compensação térmica dos cães é completamente diferente do nosso: quando está quente, nossa pele transpira. O suor liberado sobre a pele evapora, roubando calor do corpo e abaixando, assim, a nossa temperatura. Mas cães não transpiram pela pele! Eles fazem a regulação da temperatura do corpo pela boca: ficam afegantes, expulsando o ar quente e diminuindo assim a sua temperatura interna. (um controle de temperatura bem menos eficiente que o nosso). Tosar não ajuda, e pode piorar o problema.”

A Dra. Letícia Piccoli (CRMV/RJ 10.105) acrescenta:

“Uma tosa “radical” nunca é boa, mas raças como Poodle, Lhasa Apso, Shih tzu, dentre outras menos famosas, possuem pelagens duplas que não sofrem muda sazonal, ou seja, são aquelas que possuem uma grande quantidade de subpêlo, maior que o pelo principal. Esta é uma pelagem de crescimento contínuo dos cães, pois os pelos crescem e se desprendem um a um, em determinado momento, e sendo assim quando esses pelos não são removidos regularmente, viram “nós”, sendo necessária a realização da tosa. Esperamos que agora tenha ficado 100% claro.” 

O que fazer quando o calor excessivo causa hipertermia

Em caso de início de hipertermia, colocar o cãozinho na sombra, oferecer água fresca e ir molhando a base do pescoço com uma toalha úmida. Não dê banho frio. O choque térmico pode ser fatal. Passe a toalha na barriga e virilha, sempre umedecendo. Em seguida procure o veterinário. Pode ser necessária medicação intravenosa e hidratação.

cães sofrem com o verão

A inspiração para escrever este artigo veio do programa “É de casa“, exibido pela TV GLOBO em 16 de janeiro de 2016. André Marques entrevistou o veterinário Henrique Perdigão. Quem quiser assistir ao vídeo, basta acessar o GSHOW.

Acho que nem precisa dizer que animais não devem permanecer trancados no carro enquanto o motorista vai ao banco ou farmácia. Parece exagero, mas recentemente circulou pelas redes sociais um vídeo em que a polícia libertou um cachorro que estava trancado no porta-malas de um carro. Estava quase morto por causa do calor, em estado adiantado de hipertermia. Logo em seguida chegou a proprietária do veículo, com uma criança no colo, e mostrou-se surpresa com tanto movimento. Após prestar depoimento na delegacia, foi liberada e continuou com a guarda do pobre cãozinho.

Artigo publicado originalmente em 16 de janeiro de 2016 e atualizado com novas informações em 16 de janeiro de 2017.